As Piscinas Abandonadas na França: Tesouros Escondidos da Exploração Urbana

As piscinas abandonadas na França representam vestígios fascinantes de uma época passada, quando esses locais eram sinônimos de lazer e convivência. Hoje, deixadas ao abandono, essas estruturas aquáticas atraem os entusiastas da exploração urbana, ou urbex, desejosos de mergulhar na história e na atmosfera única desses lugares esquecidos. Neste artigo, convidamos você a descobrir a história dessas piscinas, os motivos de seu abandono, bem como exemplos emblemáticos por todo o país.

Capítulo 1: História e declínio das piscinas na França

Ao longo do século XX, a França viu uma proliferação de piscinas públicas, símbolos de modernidade e bem-estar. Entre elas, as Piscinas Girassol, projetadas na década de 1970, destacavam-se por sua arquitetura em forma de cúpula que podia ser aberta parcialmente, lembrando um girassol. Essas estruturas modulares foram implantadas em massa por todo o país para promover a natação. No entanto, vários fatores levaram ao abandono progressivo de muitas piscinas:

  • Envelhecimento das infraestruturas: Os altos custos de manutenção e adequação às normas tornaram a operação de algumas piscinas não rentável.
  • Evolução dos modos de vida: A diversificação dos passatempos e a concorrência de outras instalações diminuíram a frequência desses estabelecimentos.
  • Restrições orçamentárias: As administrações locais, diante de limitações financeiras, às vezes optaram por fechar definitivamente esses locais em vez de reformá-los.

Capítulo 2: Exemplos emblemáticos de piscinas abandonadas na França

A exploração das piscinas abandonadas oferece uma viagem imersiva no tempo. Aqui estão alguns exemplos notáveis:

  • Piscina Girassol de Aniche: Localizada no Norte, esta piscina emblemática, inaugurada em 1975, foi fechada em 2017. Sua arquitetura característica em forma de cúpula atrai os entusiastas do urbex.

  • Piscina de Luminy em Marselha: Abandonada há mais de dez anos, esta piscina oferece um cenário impressionante com suas estruturas tomadas pela vegetação e suas paredes cobertas de grafites.

  • Piscina dos Sapos na Île-de-France: Este parque aquático, muito frequentado após a implantação das férias remuneradas em 1936, está abandonado desde 2003, oferecendo um testemunho comovente do passado.

Capítulo 3: Precauções e recomendações para a exploração das piscinas abandonadas

A exploração das piscinas abandonadas pode ser uma experiência enriquecedora, mas requer uma preparação cuidadosa:

  • Segurança: Essas estruturas, frequentemente deterioradas, apresentam riscos como pisos instáveis, destroços ou substâncias perigosas. É essencial usar equipamento adequado, incluindo calçados resistentes, luvas e máscara de proteção.

  • Legalidade: Muitos desses locais são propriedades privadas. Entrar sem autorização constitui uma infração. Portanto, é crucial informar-se sobre o status legal do local e obter as permissões necessárias.

  • Respeito pelos locais: O urbex baseia-se no princípio de "não levar nada, não deixar nada". É importante preservar a integridade dos locais evitando qualquer dano e não deixando lixo para trás.

  • Discrição: Para proteger esses locais contra atos de vandalismo, recomenda-se não divulgar publicamente sua localização exata.

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